O que é WAN?

Uma rede de longa distância (WAN) pode conectar vários computadores juntos em uma grande área geográfica, o que geralmente abrange várias cidades ou até mesmo países. Normalmente, as empresas usam links privados de WAN para conectar escritórios de filiais à matriz ou ao data center corporativo. Na maioria dos casos, as empresas não criam conexões de WAN, em vez disso alugam linhas para os provedores de serviço. Tecnologias como a SD-WAN e a MPLS (comutação de rótulo multiprotocolo) costumam ser usadas em conexões de WAN. Outras tecnologias foram usadas no passado, como X.25, Frame Relay e modo de transferência assíncrono (ATM).

WAN: explicação

A WAN interconecta várias redes de área local (LAN) em grandes áreas geográficas que abrangem cidades, estados e até mesmo continentes usando roteadores instalados em cada extremidade da rede.

Há dois tipos de WAN: privada e pública. Uma WAN privada é uma rede de propriedade de uma única empresa e operada por ela. É usada para conectar dispositivos que estão em diferentes partes da empresa, como em diferentes escritórios de filial. Uma WAN privada é geralmente criada com o uso de linhas alugadas ou circuitos dedicados, o que oferece um alto nível de segurança e confiabilidade.

Uma WAN pública, por outro lado, é uma rede usada para conectar dispositivos que pertencem a diferentes empresas. O exemplo mais comum de WAN pública é a internet.

Como a WAN funciona?

A WAN depende de várias tecnologias, incluindo fibra óptica, satélites, links de micro-ondas e linhas telefônicas com comutação de circuitos. À medida que a tecnologia evolui, a velocidade desses links aumenta drasticamente. Os links de fibra óptica geralmente alcançam velocidades de até 100 Gbps e até mesmo mais altas.

Os dados são transmitidos em pacotes pela WAN. Um pacote é uma unidade pequena de dados que contém informações sobre a origem, o destino e os próprios dados. Quando um dispositivo quer enviar dados pela WAN, os dados são divididos em pacotes e enviados pela rede. Os pacotes são então recombinados no destino.

Além disso, devido à distância entre a origem e o destino, a WAN costuma ser suscetível a efeitos de latência que afetam o desempenho da rede. Para superar esses efeitos, a transmissão da WAN pode ser melhorada com técnicas como otimização da WAN, que inclui aceleração de protocolo TCP, desduplicação de dados ou compactação de dados.

História da WAN

A história da WAN foi marcada por vários aprimoramentos tecnológicos que aumentaram sucessivamente as taxas de transmissão. Na década de 1980, as velocidades de rede eram medidas em Kbit/s. Hoje, as conexões de internet conseguem alcançar velocidades de até 100 Gbit/s.

Veja algumas das principais tecnologias usadas para conectar redes de longa distância.

  • X.25: Na década de 1970, o Comitê Consultivo de Telefonia e Telegrafia Internacional (CCITT, agora ITU-T) desenvolveu o protocolo X.25. Trata-se do mais antigo protocolo de comunicação de dados com comutação de pacotes (método de agrupar dados em pacotes) e foi usado até 2015. Ele usa uma arquitetura ponto a ponto que serviu para conectar terminais remotos a mainframes. Operou em canais analógicos alugados por companhias telefônicas.
  • Frame Relay: Na década de 1980, o Frame Relay tornou-se uma alternativa ao X.25, oferecendo maior velocidade. Ao aprimorar o desempenho de voz e vídeo, ele foi amplamente adotado pelas empresas nos EUA, enquanto o X.25 permaneceu sendo o padrão na Europa. O Frame Relay transmite dados em unidades de tamanhos variáveis chamadas de “quadros” por conexão virtual baseada em circuito. Ele não realiza nenhum correção de erros, como retransmissão de dados, e deixa as verificações de erros para os terminais. Se um erro é detectado, o pacote é simplesmente descartado.
  • ATM: O modo de transferência assíncrono foi desenvolvido no fim da década de 1980 e no início da década de 1990. Ele é diferente do Frame Relay porque transfere células de tamanho fixo (53 bytes). Além disso, o ATM oferecia correção de erros, diferentemente do Frame Relay, e era mais rápido (até 622 Mbps em comparação com 45 Mbps do Frame Relay). No entanto, o ATM não teve o sucesso esperado devido ao melhor preço-desempenho de produtos baseados em protocolo de internet, e o tamanho das células (53 bytes) não era eficiente.
  • MPLS: A comutação de rótulo multiprotocolo (MPLS) foi desenvolvida no fim dos anos 1990 como uma alternativa mais flexível e expansível do ATM. A MPLS encaminha pacotes com base em rótulos e não em endereços IP. Ela pode ser usada com qualquer protocolo de rede, incluindo Ethernet, ATM e Frame Relay. Embora a MPLS ofereça capacidade de expansão e desempenho, ela não consegue dar suporte a arquiteturas de nuvem modernas, pois o tráfego de SaaS precisa ser retornado para o data center para inspeção de segurança, o que afeta o desempenho dos aplicativos.
  • SD-WAN: Desenvolvida na década de 2010, ela combina links heterogêneos, incluindo MPLS, internet banda larga e 5G, através de virtualização da rede, oferecendo redundância e melhor desempenho. Ela permite que as empresas reduzam a dependência da MPLS usando conexões de internet de baixo custo. Com a SD-WAN, os escritórios de filiais também podem gerenciar melhor o tráfego de SaaS evitando enviar tráfego de nuvem de volta para o data center. A SD-WAN também faz parte da SASE (borda de serviço de acesso seguro), garantindo acesso seguro a aplicativos de nuvem, de qualquer lugar e de qualquer dispositivo.

WAN tradicional x SD-WAN

Embora a WAN e a WAN definida por software (SD-WAN) sejam usadas para conectar dispositivos em uma grande área, há diferenças significativas entre as duas. A WAN é uma tecnologia de rede tradicional que usa conexões físicas, como linhas alugadas e links via satélite, para conectar dispositivos. Por outro lado, a SD-WAN é uma tecnologia mais recente que usa software para gerenciar e otimizar o fluxo de dados na rede.

A SD-WAN consegue combinar vários links, incluindo MPLS, internet banda larga e 5G, aumentando a largura de banda e o desempenho da rede. A SD-WAN é flexível e consegue operar em qualquer link. A SD-WAN não apenas permite que as empresas desenvolvam novas filiais rapidamente, mas também oferece melhor desempenho para aplicativos muito exigentes como de voz e vídeo. As soluções avançadas de SD-WAN incluem técnicas de otimização para superar os efeitos adversos da perda de pacote e das oscilações geralmente encontrados nos links de internet de banda larga. Por exemplo, a correção de erros de encaminhamento (FEC) consegue recriar pacotes no destino usando pacotes de paridade que oferecem desempenho semelhante ao de linhas privadas nos links de internet de banda larga. A SD-WAN também oferece redundância para aplicativos essenciais combinando vários links baseados em requisitos de negócios e usando alguns links específicos como failover, eliminando possíveis blecautes.

As soluções avançadas de SD-WAN também incluem em uma única plataforma outras funcionalidades, como otimização de WAN e firewalls de próxima geração, permitindo que as empresas reduzam drasticamente o espaço ocupado pelo hardware nos escritórios de filiais.

A SD-WAN oferece suporte a arquiteturas de nuvem modernas, amplamente adotadas pelas empresas atualmente. Ela conduz o tráfego de SaaS de maneira inteligente até a nuvem sem retornar o tráfego para o data center. Os aplicativos confiáveis são enviados diretamente para a nuvem e o outro tráfego é enviado para os serviços de SSE (borda de serviço de segurança) em uma arquitetura SASE. A SD-WAN avançada pode até mesmo ser implantada em provedores de nuvem como Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud, aumentando o desempenho dos aplicativos e a segurança.

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